quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não tirem a sesta aos nossos meninos!




 
Hoje de manhã ouvi um especialista a falar da importância do sono.. dizia que as crianças no pré-escolar e 1º ciclo deveriam dormir 10-12h.. As pessoas acordam cada vez mais cedo e chegam a casa cada vez mais tarde..entre banhos e preparar o jantar a hora de deitar já passou à muito.. A sesta era uma óptima maneira de compensar.. as crianças andariam muito mais dispostas e menos birrentas..


Época Natalícia



Já chegou a azáfama. Quer queiramos quer não atinge-nos como se de uma avalanche se tratasse.

São os ensaios para a Festa de Natal com as Famílias, mais a lembrança para as crianças oferecerem, e a árvore de Natal que não queremos deixar de fazer... ah! e a carta ao Pai Natal pois mesmo sabendo que nem sempre se "portam bem" pedem-lhe com um "se faz favor" o brinquedo desejado e agradecem antecipadamente: "obrigado".

É assim que andamos, nesta gestão desenfreada do tempo, dos desejos, do apelo ao não consumismo e ao enfatizar dos sentimentos do afecto.

O consumismo natalício é presenciado e referido nas conversas das crianças... mas porque é que é Natal?! O que é o Natal?! Pergunta muito difícil, mesmo! Temos que os ajudar a encontrar outras respostas que não incluam apenas e exclusivamente Prendas e pedidos ao Pai Natal.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dia de S.Martinho

No dia 11 de novembro, celebra-se em Portugal o dia de S.Martinho.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Grandes Artistas

O gosto pela música é natural nas crianças



É com o corpo que as crianças exploram, aprendem e reagem aos estímulos do meio envolvente. São os sentidos que recolhem o material com o qual se constróem as imagens mentais – não só visuais mas também tácteis, auditivas, ... – necessárias à construção dos conceitos.

A educação do corpo, do gesto, da audição, da voz e da visão desenvolve nas crianças o campo das possibilidades de interpretar o mundo, de exprimir o pensamento, de criar.

Este trabalho, embora contenha algumas limitações, procurará dar uma imagem da importância que a Expressão e Educação Musical e Dramática tem no desenvolvimento afectivo, social e intelectual das crianças, na medida em que lhes dá a possibilidade de interpretar o mundo, de estruturar e exprimir o seu pensamento, de criar, de desenvolver o seu equilíbrio emocional, de formar o seu carácter e de afirmar a sua própria identidade.
O gosto pela música é natural nas crianças. Elas gostam de cantar e de ouvir música, como gostam de ouvir o ruído da água que corre da nascente ou o canto de uma ave. A música é uma linguagem universal, completa, porque puramente intuitiva, e talvez o modo de expressão por excelência da expontaneidade.

sábado, 22 de outubro de 2011

A música no Jardim de Infância

A música descobre-se nos sons pela sua identificação e análise. Classificá-los e analisá-los leva o indivíduo a produzi-los de acordo com modelos propostos, ou a identificá-los a partir de fontes diversas.
A educação musical deve acompanhar a criança em todo o seu processo de crescimento, desde o Jardim-de-infância até níveis de educação superior adaptando-se,em cada momento às suas capacidades e interesses. Numa primeira fase a criança apreende a escutar, a dar nome ao que vê e ouve, relacionando e rganizando sons e experiências. É através dos primeiros jogos de emissão, recepção de sinais que se chega a linguagem.
Utilizando todos os elementos que lhe foram ensinados a criança é capaz de exprimir e de receber mensagens literárias e musicais, vivendo a música antes de aprender quaisquer as regras da leitura e da escrita.
A criatividade, a exploração  o desenvolvimento das capacidades musicais de memorização e de interpretação são fundamentais para o desenvolvimento psicomotor, devendo assim a criança construir os seus próprios instrumentos musicais.

domingo, 16 de outubro de 2011

A importância da familia no desenvolvimento da criança






A criança
As crianças interagem a maior parte do tempo com os pais, porém, existem outras pessoas que desempenham um importante papel no desenvolvimento global da mesma, como: os professores, a família, os irmãos, os colegas, entre outros.
Para além disto, há que ter em conta as mudanças que ocorrem no contexto da vida da criança e que podem produzir fortes influências no seu desenvolvimento.
Por exemplo: as mudanças temporárias (como a visita de familiares, de amigos ou vizinhos a casa; a ida dos pais para o trabalho) as mudanças mais duradouras (como o nascimento de um bebé, a separação dos pais).
O modelo ecológico
O modelo ecológico do desenvolvimento humano de Bronfenbrenner (1996) inclui uma nova forma de olhar as propriedades da pessoa em desenvolvimento. Assim, considera: a pessoa; o processo; o tempo e o contexto.
Esta nova abordagem ressalta a importância de se considerarem as características do indivíduo em desenvolvimento, bem como as suas convicções, o nível de actividade, o temperamento, as suas metas e as suas motivações.
Por outro lado, para se desenvolver o nível intelectual, emocional e social da criança é necessário que esta tenha uma participação activa e que interaja com pessoas, objectos e símbolos no ambiente onde se insere.
O processo de interacção da criança com os outros, associado aos vários ambientes onde vive e aos eventos históricos influenciam o desenvolvimento desta.
O sistema familiar é um sistema aberto e dinâmico, que muda com o passar do tempo (modificações ao nível do número de membros e até no processo de desenvolvimento).
Cada membro do sistema familiar passa por uma série de papéis de acordo com a idade, sexo e inter-relações, dentro e fora da família.
De acordo com a teoria ecológica dos sistemas de Bronfenbrenner, o ambiente é dividido em níveis: o microssistema, o mesossistema, o exossistema e o macrossistema.
O microsistema refere-se a padrões e actividades de interacção entre o indivíduo e o seu meio.
O mesosistema engloba relações entre microsistema, como o lar, a escola, a vizinhança, a creche, etc. e que favorecem o desenvolvimento da criança.
O exosistema diz respeito aos cenários sociais próximos que afectam as experiências dos indivíduos. Por exemplo, as relações formais como o local de trabalho dos pais, os serviços de saúde e bem estar da comunidade, a rede social da família.
O macrosistema consiste nos valores, leis, costumes e recursos de uma determinada cultura.
A família
A família desempenha um papel de extrema importância no desenvolvimento da criança, uma vez que é através desta que se constroem pessoas adultas com uma determinada auto-estima e onde estas aprendem a enfrentar desafios e a assumir responsabilidades.
Esta deve assegurar a sobrevivência dos filhos, o seu crescimento saudável e sua socialização dentro dos comportamentos básicos de comunicação.
Deve acarinhar e estimular as crianças no sentido de transformá-las em seres humanos com capacidade para se relacionar competentemente com o seu meio físico e social, assim como para responder às exigências necessárias à sua adaptação ao mundo.
As famílias de hoje carecem de tempo para conviver e para comunicar. Encontrar tempo para ouvir e para falar, significa deixar de lado muitas outras coisas que nos interessam muito, mas que não são tão importantes. Por vezes, a falta de assunto associada stress do dia a dia aumentam o distanciamento entre os membros da família.
A verdade é que os pais devem fazer um esforço no sentido de fomentar o diálogo e consequentemente os laços familiares, até porque, existe sempre algo para dizer: uma aventura no seu trabalho, uma tarefa doméstica, um programa na rádio, o futebol, etc.
“Não ignorando as necessidades que a sociedade actual impõe aos pais, e que eles próprios constroem, é vital que se olhe para o avô como um adulto que tem uma vida, experiência e identidade própria que não pode ser subjugada ás necessidades da nova geração de pais”. (Lídia Rego: 2002)
Para além dos pais, os restantes membros da família (avô, avó, tios) também têm um papel de extrema importância no desenvolvimento das crianças (contando histórias).
As crianças também deverão participar e enriquecer os restantes membros da família com as suas aventuras e peripécias. Aprender a dialogar em família é algo acessível a todos.
As crianças aprendem continuamente através dos seus pais, não só o que estes lhes contam, mas também, sobretudo, pelo que vêem neles, como actuam, como respondem perante os problemas. Em definitivo, as crianças observam e copiam o proceder dos seus pais perante a vida.
A verdadeira educação nos valores transmite-se, passa dos pais para os seus filhos desde o dia do nascimento até ao final da vida.
A família é a instituição mais privilegiada da educação, pois é no seu meio natural que o homem nasce e existe e onde se desperta como pessoa. Exerce enorme influência quer na integração escolar quer no desenvolvimento dos filhos.
Em conclusão, penso que é de extrema importância o conhecimento da influência que os sistemas familiares têm sobre o desenvolvimento e comportamento das crianças e dos jovens da nossa sociedade.

António A. S. (Professor)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Educador hoje

 
"Os nossos meninos não são os de antes...
trocaram os brinquedos de madeira pelos sofisticados brinquedos de luzes e sons,
que só com o simples toque numa tecla fazem aparecer o mundo
fantástico da electrónica.
As educadoras não são as de antes...
Fotocopiam, ampliam, colam papéis de texturas maravilhosas e
reconstroem pegadas de animais pré-históricos só com o
simples acto de misturar água e gesso...
Mas há coisas que não mudam, que o tempos e os anos respeitam...
O olhar de uma criança de mão dada com a sua educadora
e o contacto silencioso, caloroso, são sinais entranhados de um código único,
de um sentimento de profunda amizade.
Uma criança e a sua educadora... são capazes de tudo!
Podem passar horas juntas escutando cantigas, resolvendo problemas com caricas
e pauzinhos ou simplesmente a brincar com a imaginação...
Podem fazer as maiores invenções e tentar salvar o mundo
plantando uma árvore.
Não são as crianças de antes...
As educadoras e educadores não são os de antes...
O mundo não é o de antes...
Mas há coisas que não mudam...
A capacidade de deslumbramento, a força da natureza,
o olhar de uma criança e o carinho de um(a) educador(a)
que se entrega sem condições, dia-a-dia, que sonham e trabalham juntos
por um mundo melhor, com um código único,
eterno, poderoso, indestrutível:
O de uma profunda amizade"
Cecilia Sabbatini

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Equinócio do Outono 2011

 
 
 
 
 
Em 2011, o Equinócio de Outono, ocorre no dia 23 de Setembro às 09h05m (tempo universal), 10h05m em Portugal continental. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se até ao próximo Solstício que ocorre no dia 22 de Dezembro às 05h30m.

Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, corta o equador celeste. A palavra de origem latina significa "noite igual ao dia", pois nestas datas dia e noite têm igual duração.

Fonte: Observatório Astronómico de Lisboa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Importância da Literatura Infantil

A Importância da Literatura Infantil

    Ler é indiscutivelmente necessário, não só na infância como na juventude e em todas as épocas da vida de uma pessoa. A leitura desenvolve a imaginação, o raciocínio e auxilia na escrita, por aumentarmos nosso vocabulário e aprendermos a escrever as palavras que antes não conhecíamos. Iniciar uma criança no mundo da leitura é muito difícil, principalmente nos dias atuais, onde livros são parados e monótonos, competem com um mundo de interatividade proporcionada pelos vídeo games e pela televisão.
   É importante estimular a leitura desde pequeno, antes mesmo da criança aprender a ler, um adulto deve ler histórias, para que a criança se interesse e aprenda a gostar. A história deve estar de acordo com a idade da criança, assim ela não se perde. No meio da história, a criança irá imaginar situações que inconscientemente irão ter alguma reflexão na sua própria vida. A leitura irá estimular a curiosidade, a instigação, descobrir o valor das coisas, os livros ensinam a saber o que é certo e o que é errado.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Adaptação das crianças ao Jardim de Infância


O Jardim de Infância é um momento e um tempo de socialização para a criança que se diferencia daqueles que ela viveu até essa altura por acontecer num espaço novo, com muitas pessoas novas e longe das figuras parentais e/ou outras significativas.
Por este motivo, é importante que este momento decorra com a maior serenidade e afecto possíveis, mas também sem hesitações, para que a criança sinta esta nova etapa como uma situação segura e acolhedora – um caminho por onde se pode aventurar sem receio.
Se a mãe e o pai estão felizes por eu estar aqui é porque este é um sítio bom para eu estar. É claro que eu vou estrebuchar quando eles disserem que vão trabalhar e que mais logo voltam para me buscar. Eu gosto deles e quero que eles fiquem aqui enquanto eu brinco. Era bom eu poder explorar todo este mundo novo e eles aqui maravilhados a olhar para mim; e mais importante que isso, sempre a jeito para um abraçinho de apoio ou de protecção.
Mas chega um momento em que as crianças percebem que o mundo é algo mais que uma mera continuidade de si próprios e, nesta linha de ideias, têm de aprender que aquelas duas pessoas, para além de serem os pais que o adoram, são também duas pessoas com outras coisas suas para ser e fazer. Assim sendo…
Quando eu perceber que os meus pais, voltam sempre para me vir buscar, eu aprenderei que posso brincar e divertir-me descansado enquanto eles aqui não estão. Porque eles adoram sempre ver-me de novo. Porque me beijam e me abraçam. E, desta forma, eu estou a crescer certo do seu amor.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A importância da Matemática na vida da criança

Gradualmente tem-se vindo a colocar mais ênfase ao desenvolvimento das capacidades básicas, no pré-escolar, incluindo a área da matemática.
Mesmo antes da criança iniciar o pré-escolar, já teve em contacto com algumas noções matemáticas. Umas mais que outras, mas todas já tiveram contacto com alguns conceitos matemáticos, e é a partir destes que o educador deverá ter em conta as suas actividades.
“A educação matemática tem um papel significativo e insubstituível, ao ajudar os alunos a tornarem-se indivíduos competentes, críticos e confiantes nas participações sociais que se relacionem com a matemática.” (Moreira, D. e Oliveira, I., 2003, pg.20)
Segundo as Orientações Curriculares (1997), a importância dada à matemática na vida da criança deve-se ao facto desta permitir:
- Uma estruturação do pensamento;
- Realizar funções na vida corrente;
- Aprendizagens futuras.
Caberá ao educador, a partir de situações do quotidiano, realizar actividades com as crianças, “ (…) internacionalizando momentos de consolidação e sistematização de noções matemáticas.” (Ministério da Educação, 1997, pg.73).
A área da Matemática é muito vasta, encontrando-se subdividida em várias áreas, sendo algumas delas:
- Classificação;
- O número;
- Padrões;
- Medidas;
-Formas;
-Cores;
-etc.
Referências bibliográficas:
Ministério da Educação (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Departamento de Educação Básica
Moreira, D. e Oliveira, I. (2003). Iniciação à Matemática no Jardim-de-Infância. Lisboa: Universidade Aberta

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Defenição de Educação

                                                     
Etimologicamente, a palavra educação significa, mais ou menos, o mesmo que a palavra criação. Educar, do latim educere, “é quase criar, é como tirar do nada é, pelo menos, despertar do sono e da letargia as faculdades adormecidas, é dar a vida, o movimento e a ação a uma existência ainda imperfeita”
 (Mons. Dupanlo)

"A educação é a arte de cultivar, exercitar, desenvolver, fortificar e polir todas as faculdades físicas, intelectuais, morais e religiosas, que constituem na criança a natureza e a dignidade humana; dar a estas faculdades uma perfeita integridade; elevá-las à plenitude da sua força e da sua ação. E, deste modo, formar o homem, prepará-lo a bem servir a pátria nos diversos cargos sociais, que um dia seja chamado a desempenhar através da jornada da vida; e assim, num alto pensamento, conquistar a vida eterna, enobrecendo a vida presente. Eis a obra e o fim da educação."
 (Mons. Dupanloup)
“Educar é fazer que alguém se desentranhe de si mesmo; é fazer duma criança um homem um cristão, dum cristão um santo, eleito”
 (Mons. Pichenot).
                                                     

Os Quatro Pilares da Educação
 
banner_4_pilares_educO livro Educação: um Tesouro a Descobrir, sob a coordenação de Jacques Delors, aborda de forma bastante didática e com muita propriedade os quatro pilares de uma educação para o século XXI, associando-os e identificando-os com algumas máximas da Pedagogia prospectiva, e subsidia o trabalho de pessoas comprometidas a buscar uma educação de qualidade.
Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.
Jacques Delors (1998) aponta como principal consequência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada.
 
A seguir, é apresentada uma síntese dos quatro pilares para a educação no século XXI.
Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.
Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.
Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.
Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo.
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"Ser Criança"

 

"Ser Criança!"

Ser criança é ser;
papoila ao vento,
gaivota no firmamento.
É ser sol a brilhar,
é céu, é mar.
Ser criança é poder
correr, saltar.
É percorrer o mundo
de lés-a-lés,
é andar em bicos-de-pés.
É ter esperança,
que acabem as mutilações,
as violações,
a fome,
a guerra e a dor.
Ser criança é o sorriso,
que fala de paz,
que fala de amor.
Ser criança é ser grande!
É ser maior.
(autora: Maria do Céu Costa.)

Educação de Infância para Pais(com filhos no jardim de Infância) e Educadores de Infância

1. Proibido insultar o Jardim‐de‐Infância chamando‐lhe “escolinha”. Em primeiro lugar, porque é uma
escola, em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com aprender.

2. É proibido que os pais imaginem que o Jardim‐de‐Infância serve para aprender a ler e contar. Ele é útil
para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o
corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais
os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã ao chegar.

3. O Jardim‐de‐Infância assusta as crianças sempre que os pais ‐ como quem sossega nelas os medos
deles por mais um dia de jardim‐de‐infância ‐ lhes repetem: ” Hoje vai correr tudo bem!”

4. Os pais estão proibidos de despedir‐se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom
que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se
agarrarem ao pescoço deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.

5. É proibido que as crianças vão dia‐sim dia‐não ao Jardim‐de‐Infância. E que vão, simplesmente,
quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão ” só porque sim”. O Jardim‐de‐Infância
não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem
que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo
tempo.

6. No Jardim‐de‐infância não é obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é
nada mau que uma criança se baralhe e chame pai/mãe ao educador/a (ou vice‐versa).

7. Os pais estão obrigados a estar a horas quando se trata duma criança regressar a casa. Prometer e
faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas
especiais.

8. Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim‐de‐infância. Mas estão
autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até,
mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim‐de‐infância
só se abra para eles durante as festas.

9. O Jardim‐de‐Infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas
crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um
Jardim‐de‐Infância.

10. Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão Jardins‐de‐Infância!
Por Eduardo Sá (Psicólogo)

Nota: Eduardo Sá é psicólogo clínico, psicanalista e professor de psicologia clínica

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A importância do FAZ - DE - CONTA

                                    
OS JOGOS E BRINCADEIRAS DE FAZ -DE - CONTA

As crianças evoluem por intermédio de suas próprias brincadeiras e das invenções das brincadeiras feitas por outras crianças e adultos. Nesse processo, ampliam gradualmente a sua capacidade de visualizar a riqueza do mundo externamente real, e , no plano simbólico procuram entender o mundo dos adultos, pois ainda que com conteúdos diferentes, estas brincadeiras, possuem uma característica comum: a actividade do homem e suas relações sociais e de trabalho. Deste modo, elas desenvolvem a linguagem e a narrativa e nesse processo vão adquirindo uma melhor compreensão de si próprias e do outro.

No jogo do "Faz de conta" as crianças combinam situações reais com elementos da sua acção fantasiosa. Esta fantasia surge da necessidade da criança, como já dissemos, em reproduzir o quotidiano da vida do adulto da qual ela ainda não pode participar ativamente.

Porém, essa reprodução necessita de conhecimentos prévios da realidade exterior, deste modo, quanto mais rica for a experiência humana, maior será o material disponível para as imaginações que irão se materializar nos seus jogos.

Ela começa com uma situação imaginária, que é uma reprodução da situação real, sendo que a brincadeira é muito mais a lembrança de de alguma coisa que de facto aconteceu, do que uma situação imaginária totalmente nova. Conforme a brincadeira vai se desenvolvendo acontece uma aproximação com a realização consciente do seu propósito.


No jogo de faz-de-conta, a criança passa a dirigir o seu comportamento pelo mundo imaginário, isto é, o pensamento está separado dos objectos e a acção surge das ideias. Assim, do ponto de vista do desenvolvimento, o jogo de faz-de-conta pode ser considerado um meio para desenvolver o pensamento abstracto.

Mas além de ser uma situação imaginária, o brinquedo é também uma actividade regida por regras. Mesmo no universo do "faz-de-conta" há regras que devem ser seguidas.
Ao brincar de autocarro, por exemplo, a criança exerce o papel de motorista.
Para isso, tem que tomar como modelo os motoristas reais que conhece e extrair deles um significado mais geral e abstracto para a categoria "motorista".
Para brincar conforme as regras, tem que esforçar-se para exibir um comportamento igual ao do motorista, o que a impulsiona para além de seu comportamento como criança.
Tanto pela criação da situação imaginária, como pela definição de regras específicas, o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal na criança. No brinquedo a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas actividades da vida real e também aprende a separar objecto/significado.